Com um placar apertado, as pesquisas com células-tronco embrionárias foram liberadas no País. O Supremo Tribunal Federal (STF), numa sessão marcada por duelos argumentativos entre os ministros, pôs fim, depois de três sessões, 20 horas de debate em plenário, ao embate judicial que durava exatos três anos e colocava em lados opostos grupos religiosos e cientistas. Por 6 votos a 5, a Lei de Biossegurança, que permite as pesquisas com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos, foi julgada constitucional. Os cinco ministros vencidos liberavam os estudos, mas sugeriam diferentes restrições, algumas que poderiam comprometer as pesquisas, conforme cientistas. Nenhuma delas, entretanto, foi referendada.
Bastou o ministro Marco Aurélio Mello confirmar, em plenário, que liberaria as pesquisas para cientistas, cadeirantes e advogados começassem a comemorar. "Todos ganham com esse resultado: a ciência, o País, os pacientes", comemorou a pesquisadora Patrícia Pranke, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
"Todos vamos nos beneficiar dessa vitória. Temos uma enorme responsabilidade pela frente. Quero deixar claro que não estamos prometendo cura imediata, mas dar o melhor de nós nas pesquisas", afirmou a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP). "Queremos que os pacientes saibam que vamos lutar pelas mesmas condições de saúde do Primeiro Mundo", complementou.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem todo direito de lamentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que o embrião é "uma vida humana, segundo asseguram a embriologia e a biologia", e que, por isso, "tem direito à proteção do Estado".
Porém, assino embaixo o que disse o ministro Marco Aurélio Mello. "Aqui não se trata de questionar a gestante a ficar fisicamente conectada a outra, mas sim de definir o destino dos óvulos fecundados que fatalmente seriam destruídos e que podem e devem ser aproveitados na tentativa de progresso da humanidade". Também gostei da argumentação do ministro Carlos Ayres Britto. "Vida humana é o fenômeno que transcorre entre o nascimento e a morte cerebral. No embrião o que se tem é uma vida vegetativa que se antecipa ao cérebro."
Ninguém aqui no Brasil vai matar alguém para fazer estudos ou coisa do gênero. A pesquisa com células-tronco é algo muito sério e que será muito útil para toda a humanidade. Pergunte, por exemplo, a um cadeirante, uma pessoa que seja paraplégica ou qualquer outro deficiente se ele quer continuar com esse problema até o fim de sua vida. As células-tronco podem facilitar, e muito, a vida de todos.
A democracia está aí para isso, para discutirmos os assuntos e debatermos até o último argumento. Mas, se você é contra as pesquisas, antes de correr para o link de comentários, pense um pouco: se, algum dia, você, ou algum parente seu, precisar realizar um tratamento com células-tronco para salvar a vida, você vai continuar contra?
Às vezes eu custo a entender o que se passa na cabeça, ou melhor, nas idéias do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Recentemente, o Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa para o pleito municipal que aponta a ex-prefeita Marta Suplicy e o ex-governador Geraldo Alckmin tecnicamente empatados em primeiro lugar, com 30% e 29% respectivamente. O atual prefeito Kassab aparece bem atrás, com 15% da intenção dos votos.
Mas Kassab, mesmo atrás nas pesquisas, continua com a idéia de que é o maioral, inclusive desdenhou a dita pesquisa, dizendo que "O eleitor não está preocupado com eleição" (?). Porém, ele ainda não decidiu se fala mal da ex-prefeita, primeira nas pesquisas, ou se elogia, pensando em apoios para a disputa contra Alckmin.
Há cerca de duas semanas, o prefeito Kassab criticou com veemência a mãe do roqueiro Supla. Em tom agressivo e sem citar nomes, Kassab criticou a existência de escolas de lata na gestão passada e o “sucateamento” dos equipamentos de trânsito. Ele também chamou de “lamentável” a falta de investimento no metrô.
Kassab mencionou o aumento de taxas, um dos pontos fracos da administração petista. “Apesar de não aumentar a carga tributária, fizemos muito mais com os recursos. É fácil comparar. É possível fazer mais com menos recursos”, disse ele. Marta não comentou os ataques.
Porém, dias depois, na semana passada, Kassab resolveu mudar o discurso. Não se sabe se ficou com "medo" do público que o vaiou e aplaudiu a dupla Lula-Marta, mas o discurso dele afinou bastante. Na inauguração de obras do PAC (o que é isso mesmo?) na favela de Heliópolis, o prefeito disse que "essa administração soube dar continuidade a ações importantes da gestão anterior".
Definitivamente, ele não se decide. E essa confusão toda pode ser fatal para sua candidatura à reeleição, já que os petistas não vão depositar seu voto de confiança em um político que fala mal das obras da gestão anterior, e um tucano não vai apoiar um político que passa a mão na cabeça de Marta e dá continuidade a "ações importantes" da gestão anterior.
Ele precisa descer do muro urgente, já que as convenções dos partidos estão batendo à porta e o tempo está, literalmente, acabando.
Recebi um vídeo por e-mail e faço questão de compartilhar com vocês, amigos leitores do blog. É um vídeo feito por uma associação da Austrália chamada "Child Friendly". Pelo que entendi, esta associação ajuda a tornar as crianças mais amigáveis, colaboradoras e respeitadoras. Parece uma coisa piegas, mas o vídeo produzido por esta associação diz tudo.
Em um minuto e meio, eles mostram que as crianças, os filhos, sempre fazem aquilo que os pais fazem, até pelo fato daquela velha máxima de que “os pais são espelhos para seus filhos”. São retratadas pequenas ações feitas por adultos, com uma criança fazendo exatamente a mesma coisa. Em adultos, são atitudes infelizmente comuns, mas quando colocamos uma criança junto, vendo e fazendo a mesma ação, mostra o quanto um adulto pode estragar e influenciar a vida de uma criança.
Não sei se consegui explicar muito bem, mas é simples: a criança faz aquilo que ela vê os pais fazerem. E o vídeo chega a ser chocante por retratar esta afirmação ao pé da letra. Vendo o vídeo, vai ser mais fácil entender.
Um bom exemplo para o casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Independente da culpa ou da absolvição dos dois no caso da morte da pequena Isabella, os outros dois filhos menores estão assistindo a tudo isso calados e, no futuro, quem garante que eles não farão a mesma coisa?