|
|
|
21.1.08
Alckmin ou Kassab: eis a questão
Amigo leitor, desculpe o tempo que fiquei ausente do nosso blog, porém as festas de fim de ano, uma viagem em férias e alguns compromissos me fizeram deixar de escrever por um mês. Agora, volto com força total, e prometo não seixar você na mão!
O ano eleitoral mal começou e a briga política na cidade de São Paulo está fervilhando. Desde o ano passado, rumores indicavam que o ex-governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), depois que perdeu a corrida para a presidência, entraria com os dois pés na corrida pela cadeira de prefeito da maior cidade do país. Claro, ele é inteligente e sabe perfeitamente que é desta cidade que os principais destinos políticos do país.
Esta situação seria natural. Seria, se o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) não tivesse entrado em cena. Com a máquina na mão, ele percebeu o quanto é bom ser prefeito de São Paulo, o quanto um político se torna respeitado no momento em que comanda a megalópole. Claro, gostou da coisa, gostou do poder, gostou da notoriedade do cargo... Enfim, gostou de sentar na cadeira de prefeito.
Inteligente que também é, Kassab está transformando São Paulo em 2008 em um verdadeiro canteiro de obras, inaugurando pelo menos um equipamento público por dia. É ambulatório médico, obras de trânsito e de tráfego, obras de transportes coletivos. Não se sabe de onde, mas apareceram milhões e milhões para serem investidos, em todas as Secretarias e Subprefeituras da cidade.
Com isso, o até então desconhecido vice-prefeito de José Serra, o prefeito Kassab (ou, como gosta de dizer Paulo Henrique Amorim, assessor para assuntos municipais de Serra), não quer mais sair da Prefeitura. Eis que surge a pergunta: como um vai entrar se o outro não quer sair.
A posição de Alckmin é clara: quer ser prefeito de qualquer maneira. E Kassab quer a reeleição. Porém, os dois partidos são aliados políticos, as candidaturas, teoricamente, deveriam ser coligadas. Outro problema: Alckmin não admite ser vice de Kassab, e Kassab nem pode ser vice de Alckmin. Ou é um, ou é outro. Sinaliza-se até a possibilidade de os dois saírem candidatos, cada um pelo seu partido. Porém, isso dividiria os votos de uma camada grande de paulistanos, abrindo brechas para a oposição (leia-se PT) e colocaria areia nesta parceria entre PSDB e DEM, que já dura anos e anos.
Se os dois saírem candidatos, apesar de Kassab ter a máquina nas mãos, Alckmin leva vantagem, porque tem o apoio de grande maioria das cabeças pensantes da cidade. Kassab ainda é um desconhecido político, e o eleitor paulistano não gosta muito dessas renovações bruscas. Tem trauma de Celso Pitta.
Essa discussão é tão fervilhante que chegou até Brasília, na alta cúpula dos dois partidos. E, de fora, a oposição acompanha tudo, só esperando a hora certa de entrar na briga. Talvez estas sejam as eleições com mais amarrações e negociatas de bastidores da história da cidade. É esperar para ver!
Abraços!
Postado às 3:59 PM por Renato Corona.
Comente:
|
|